quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tempestade



Passei demasiado tempo a chorar o passado e as lágrimas ainda hoje fluem.
O mundo, para mim, nunca foi um porto seguro, antes um lugar 
onde o fogo queima e nunca morre, 
e onde quase tudo serve para ferir e destruir os olhos e as almas inocentes.

Anseio a segurança que me permita ser livre... 
e quando os devaneios aéreos dos meus pensamentos esperançosos 
se afastarem do palco principal dos meus desejos, 
talvez acabem me afogando em ondas alterosas de desespero ou angústia.

Ou talvez também este não passe de um devaneio inconsequente...

Só queria poder abraçar-te até ao sol nascer e poder ver o futuro neste céu estrelado,
mas creio que as estrelas brilham mais que o meu futuro.

... Tenho uma moldura vazia na parede do meu quarto, gostava de colocar-te nela, mas limitei-me a escrever possíveis caminhos a seguir, na minha parede de grafittis.

E neles medito agora, profundamente.

As palavras brilham a néon na moldura escurecida
tão poderosas que terei de abreviá-las para reduzir o seu impacto.
Apenas o teu rosto se destaca, 
tudo o mais é uma insignificância.
E isso, até a mim surpreende...

SLL

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