terça-feira, 3 de junho de 2014

Carta



Olá, rapariga de meu tempo por quem me enamorei.
Não é dia dos namorados, é um dia como outro qualquer. Mas eu quero.
Quero que sintas que te amo e que não poderia amar mais, quero que sintas que te quero até ao ponto em que o querer pode, e quero que te sintas feliz para além do possível, para lá do relativismo de que se tece a vida.
Penso muito em ti, trago-te comigo, afago-te, inquieto-me, passo debaixo da tua janela na rua onde moras e olho tentando ver-te, no acaso planeado dum momento, debruçada no parapeito de meu alvoroço íntimo.
Olho, e às vezes, naquelas noites de lua em fundo estrelado vejo a tua silhueta em contratempo, escutando o eco de minha serenata perfumada.
És a menina de meus olhos. Doces arrepios me invadem e angústias existenciais me atormentam. Na tua condição de mulher, que nem sempre trato do melhor jeito e me faz doer, sinto-me adolescer com o devir do tempo, plantando primaveras coloridas e sonoras no meu corpo e no meu eu, sempre ávido e carente de ti.

Um beijo.

AVSousa

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