quinta-feira, 26 de junho de 2014

São Pérolas, Meu Senhor.



São pérolas, meu senhor.

Esta frase bem conhecida refere-se a rosas, no caso de Isabel de Aragão... neste, refere-se a pérolas (curioso, a minha avó costumava dizer que "pérolas são lágrimas", lá teria a sua razão)....

Todos sabemos como se produzem, inclusivé como se provoca a formação de uma destas maravilhas. O que podemos não saber é que nem todas as ostras, por mais idênticas que aparentem ser, conseguem produzir pérolas.
Apenas o fazem as chamadas perlíferas, ou seja, algumas são especiais.

As pérolas são um mecanismo de defesa da ostra, contra algo que a magoa, incomoda, um "intruso", desde um grão de areia até um parasita, pedaços de coral ou rocha, que penetrem entre a concha e o manto.
Quando esse corpo estranho a invade, o manto do animal envolve-o em uma camada de células epidérmicas, que produzem sobre ela várias camadas de nácar ou madrepérola, um processo demorado, já que leva em média 3 anos para que uma ostra se possa sentir "protegida" de invasores.
Geralmente é retirada com 12 mm de diâmetro, mas podem atingir até cerca de 3 cm.

Algumas pessoas são como ostras... mais ou menos fechadas, decerto não invulneráveis. A maioria não é capaz de produzir pérolas, mas nenhuma que as possa produzir o fará sem dor, porque esse processo é uma defesa. É isso que as torna especiais.
Envolvem a mágoa em nácar e transmutam-na em algo precioso, que depois oferecem: a sua pérola.
Saibamos reconhecer as pérolas do nosso caminho, as de 3 cm, são raras e as outras, são fáceis de perder de vista.... e recordemo-nos que, como li algures "ostra feliz não produz pérola"....
SLL

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